Argentina vira o resultado e explode rumo à final contra a Espanha

A Argentina venceu a Inglaterra por 2–1 com uma reviravolta épica nos minutos finais e garantiu lugar na final do Mundial 2026, onde enfrentará a Espanha no New York/New Jersey Stadium. Messi voltou a ser decisivo, Lautaro marcou o golo da vitória e a Albiceleste segue para Nova Iorque na luta pelo título de melhor seleção do mundo. Saiba todos os detalhes da semifinal, os destaques, a análise tática e o que esperar da grande final.  

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Belisa Godinho

7/15/20265 min ler

A person wearing an argentina national soccer team jersey.
A person wearing an argentina national soccer team jersey.

Argentina vira o jogo nos minutos finais, elimina Inglaterra e segue para Nova Iorque para disputar o título mundial frente à Espanha

A seleção da Argentina voltou a provar porque é campeã do mundo em título. Num duelo eletrizante em Atlanta, a Albiceleste venceu a Inglaterra por 2–1, numa reviravolta dramática construída nos últimos minutos, garantindo a presença na final do Mundial 2026, onde enfrentará a Espanha em Nova Iorque/Nova Jérsia.

Este triunfo, marcado por intensidade, sofrimento e genialidade nos instantes decisivos, reforça a narrativa de uma equipa que nunca desiste — e que, mesmo quando tudo parece perdido, encontra soluções. A final promete ser histórica, colocando frente a frente duas das seleções mais técnicas e consistentes da atualidade.

Primeira parte: equilíbrio, tensão e poucas oportunidades

A primeira parte foi marcada por grande equilíbrio e escassas oportunidades claras de golo. Inglaterra e Argentina entraram cautelosas, conscientes do peso histórico do confronto e da importância de cada detalhe num jogo de semifinal.

Segundo relatos da imprensa britânica, o primeiro tempo terminou sem remates enquadrados, com ambas as equipas a tentarem controlar o ritmo e evitar erros que pudessem comprometer.

A Argentina procurava Messi entrelinhas, enquanto a Inglaterra tentava explorar a velocidade de Anthony Gordon e Morgan Rogers. Apesar de algumas aproximações, nenhuma das seleções conseguiu romper a organização defensiva adversária.

Inglaterra marca primeiro e deixa a campeã do mundo em apuros

Logo no início da segunda parte, a Inglaterra encontrou o momento que procurava. Aos 55 minutos, Anthony Gordon apareceu ao segundo poste para finalizar um cruzamento preciso de Morgan Rogers, abrindo o marcador e colocando os ingleses em vantagem.

O golo mudou completamente o jogo. A Inglaterra recuou linhas, tentando proteger a vantagem, enquanto a Argentina passou a dominar territorialmente, empurrando os ingleses para o seu meio-campo.

Jordan Pickford, guarda-redes inglês, tornou-se protagonista ao realizar várias defesas decisivas, adiando o empate argentino.

Argentina cresce, insiste e acredita: o início da reviravolta

A partir dos 70 minutos, a pressão argentina tornou-se sufocante. Messi começou a encontrar espaços, Allister aproximou-se mais da área e Scaloni lançou Lautaro Martínez para aumentar a presença ofensiva.

A Inglaterra, por sua vez, recuou demasiado, tentando segurar o resultado — uma estratégia que, segundo analistas ingleses, acabou por ser fatal.

Pickford ainda negou um golo a Nico González com uma defesa de classe mundial, mas a sensação no estádio era clara: o empate estava a caminho.

O empate: Enzo Fernández acerta um míssil aos 85 minutos

Aos 85 minutos, Enzo Fernández recebeu a bola fora da área e disparou um remate poderoso, indefensável, que finalmente bateu Pickford e devolveu esperança à Argentina.

O estádio explodiu. A Inglaterra, que já mostrava sinais de desgaste, viu o seu plano defensivo ruir. A Argentina, empurrada pela emoção e pela crença, acelerou ainda mais.

O golo da vitória: Lautaro Martínez decide aos 90+2’

Quando o jogo parecia encaminhar-se para prolongamento, surgiu o momento decisivo. Aos 90+2 minutos, Lionel Messi cruzou com precisão para Lautaro Martínez, que cabeceou para o fundo da baliza, completando a reviravolta épica.

A Inglaterra, já sem capacidade de reação, viu o sonho da final escapar nos instantes finais. A Argentina, por sua vez, celebrou uma das vitórias mais emocionantes da sua história recente.

Análise tática: coragem argentina e erros ingleses

Argentina: resiliência e inteligência emocional

A Albiceleste mostrou novamente porque é considerada uma das seleções mais fortes mentalmente do mundo.

  • Pressão constante após sofrer o golo.

  • Capacidade de adaptação, com Scaloni a ajustar o ataque e a apostar em Lautaro.

  • Messi decisivo, com duas assistências e liderança emocional.

Inglaterra: recuo excessivo e gestão falhada

Analistas ingleses foram unânimes: Inglaterra recuou demasiado cedo e perdeu o controlo do jogo.

  • Thomas Tuchel foi criticado por substituir avançados por defesas, tentando segurar o resultado.

  • A equipa ficou demasiado profunda, permitindo que a Argentina acumulasse oportunidades.

  • Pickford foi o melhor em campo pelos ingleses, mas não conseguiu evitar o inevitável.

O impacto emocional: uma semifinal que ficará na história

A imprensa internacional descreveu o jogo como “épico”, “dramático” e “uma das melhores semifinais da era moderna”.

A Argentina, que já tinha mostrado capacidade de virar jogos noutras fases do torneio, reforça a imagem de uma seleção que nunca desiste. A Inglaterra, por sua vez, volta a ficar a um passo da final, prolongando um jejum que dura desde 1966.

Destino: Nova Iorque/Nova Jérsia — a final contra a Espanha

Com esta vitória, a Argentina viaja agora para o New York/New Jersey Stadium, onde enfrentará a Espanha no dia 19 de julho de 2026, na luta pelo título de melhor seleção do mundo.

A Espanha chega à final após eliminar a França, apresentando um futebol de posse, organização e talento jovem — incluindo Lamine Yamal, que protagonizará um duelo simbólico com Messi.

O que esperar da final: choque de estilos e gerações

Argentina

  • Messi em forma decisiva, com duas assistências na semifinal.

  • Enzo Fernández e Lautaro Martínez em grande momento.

  • Capacidade de sofrer e virar jogos.

Espanha

  • Domínio do meio-campo, pressão alta e organização tática.

  • Jovens talentos como Yamal e Oyarzabal.

  • Defesa sólida ao longo do torneio.

A final promete ser um duelo entre a experiência emocional argentina e a precisão técnica espanhola.

Uma noite inesquecível e uma final que promete ser histórica

A Argentina mostrou novamente porque é campeã do mundo: coragem, resiliência e capacidade de decidir nos momentos mais difíceis. A vitória frente à Inglaterra, construída nos últimos minutos, entra diretamente para o imaginário coletivo do futebol mundial.

Agora, a Albiceleste segue para Nova Iorque/Nova Jérsia, onde enfrentará a Espanha numa final que promete ser memorável — um confronto entre gerações, estilos e ambições.

O troféu está à espera. A história está prestes a acontecer.

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